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Nutrição da Castrolanda Impulsiona Produtividade na Pecuária Leiteira

  • 15 de jun.
  • 2 min de leitura

A evolução da pecuária leiteira na cooperativa Castrolanda apresenta uma relação direta com o avanço tecnológico na nutrição animal. O setor passou por transformações que abrangem desde o aprimoramento genético até a modernização das estruturas de ordenha, tendo a formulação das rações como um fator determinante para o aumento da produtividade dos rebanhos.



Atualmente, a ração responde por mais de 70% da produção de leite de uma vaca de alta performance, representando cerca de 60% de toda a matéria seca ingerida diariamente pelo animal. Esse cenário acompanha a mudança nos sistemas de manejo dos cooperados, que migraram do modelo predominantemente a pasto para sistemas semiconfinados e confinados tecnificados.


O histórico da produção de alimentos para o rebanho na cooperativa começou na década de 1950, com base em forragens e ração concentrada. A escala aumentou a partir de 1970, com a inauguração da primeira Fábrica de Rações. Posteriormente, a unidade matriz em Castro recebeu ampliações em 1990 e 2009, além da abertura de uma nova planta em Piraí do Sul, no ano de 2003. Hoje, o portfólio atende diferentes fases do ciclo produtivo, com teores de proteína que variam de 16% a 23% e inclusão de aditivos validados cientificamente, como leveduras e minerais orgânicos.


Para garantir a eficiência técnica, o processo industrial nas fábricas de Castro e Piraí do Sul adota um controle de qualidade desde a chegada da matéria-prima. Os farelos passam por análises laboratoriais com liberação ou recusa de carga em cerca de 30 minutos. O sistema de dosagem é automatizado, controlando os ingredientes com precisão decimal para evitar variações que possam comprometer o desempenho no campo.


O monitoramento avalia indicadores como o Coeficiente de Variação, que mede a homogeneidade da mistura, e o Índice de Durabilidade do Pellet, que atesta a integridade física do produto para evitar o desperdício do alimento pelos animais. Outro ponto de segurança é a segregação total das linhas de produção, garantindo que a ração para a bovinocultura de leite seja fabricada de forma exclusiva, sem contato com insumos destinados a outras espécies.


No ano de 2025, a Castrolanda registrou a produção de 70 mil toneladas de ração para bovinos, além de 95 mil toneladas de matérias-primas e 7,5 mil toneladas de suplementos minerais. O volume visa complementar as dietas preparadas nas propriedades e manter a regularidade do fornecimento aos produtores associados.


Por Equipe Azze Sul. Imagens: Castrolanda.

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